terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um pouco de pó..!

As férias trazem consigo um sabor diferente, além das milhões de coisas programadas, há sempre a velha e boa "faxina". Bem, se você parar para pensar enquanto arruma tudo, as coisas do ano inteiro têm um significado diferente, e nada é mais empolgante do que a memória humana, as risadas fluem novamente, porém sem o peso do que outrora era problema..! Aconselho esse exercício a todos, inclusive aos mais preguiçosos: é bom reviver o que ainda não foi apagado, mas permaneceu como lembrança, sendo capaz, inclusive, de deixar saudade. Hoje, arrumando os livros, os papeis, os cd's bateu a saudade das leituras que já fiz, uma saudade daquilo que agora já era quase pó. Prometi a mim mesma que, pelo menos ainda este ano, vou ler apenas coisas já lidas - revisar a biografia da Elis, por Regina Echeverria. Vou ouvir as músicas de sempre, saborear coisas já vividas. Lembrei agora da propaganda: "Para você que faz sempre as mesmas coisas.." Eu até concordava, porém percebi que o que menos fiz nos últimos meses foi a mesma coisa. Uma rotina que não era mais a minha rotina, era uma sobrecarga, muita cobrança, uns problemas inatos de quem respira. Bem, bateu a saudade dos meus historiadores favoritos, dos cantores, escritores..Clarice, Ariano( até poderia citá-lo: "Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte:
o riso a cavalo e o galope do sonho
É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver."). Saudade da Pimentinha martelando minha consciência com suas defesas por vezes cômicas, saudade de ler Hobsbawm, em Era dos Extremos( nunca terminado, inclusive quem tiver e quiser emprestar; prometo não ficar pelo tempo que desejar - mesmo que essa seja a minha felicidade clandestina). Desculpem-me os que olham para frente, com sede de vida, de coisas diferentes e aventureiras, também penso assim, sou aquariana; porém, exatamente hoje desejo reviver o que ecoa como um grito louco de saudade, saudade de mim! Para matar a saudade presenteio os internautas com uma doce lembrança: Elis Regina e Adoniran Barbosa, em um bar, com cerveja, voz, emoção..e para nós, os "modernos", a lembrança de um tempo em que música era coisa séria, a lembrar Raul Seixas: "Sou do tempo em que fazíamos música pra tentar mudar o mundo..."

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Muita calma nessa hora..!

Hoje eu estava disposta a estudar a imensidão de coisas que vejo diariamente na faculdade, mas cheguei em casa, já mais esquecida do ocorrido ENEM, porém quando a minha irmã chegou em casa chorando, vindo do Dentista, depois de um dia puxado na UECE. Fiquei revoltada, o motivo é o possível cancelamento da prova para os alunos Christianos! Então, passei a pensar na quantidade de pessoas prejudicadas com isso. Primeiro, não sabemos a origem das questões, pode ter sido mesmo fraude, a PF está encarregada de descobrir isso. Ruim são os alunos matriculados na instituição que não mais a frequentavam, isso é evidente em muitos que haviam passado em outras universidades e a cursavam, não tiveram contato com as questões; outros são os próprios alunos Christus que receberam os supostos cadernos e não olharam as questões, por simples falta de tempo; outros são os alunos amigos dos Christianos, que receberam também os cadernos e não vão fazer outras provas; muitos outros são os hipócritas de notas gritantemente baixas, que loucos pelo cancelamento da prova( "terei mais uma chance...iupiii!") fazem alarde para o cancelamento deste ENEM. Infelizmente, a minha aposta para a vez era a de que não teríamos mais problemas em relação a essas provas, doce engano, inocência demais. Conheço muitos alunos excelentes do Christus, sei a capacidade de muitos ali e fiquei muito triste pela maioria, que realmente não teve culpa, aliás, nenhum aluno ali teve culpa. Infelizmente, a isonomia defendida por muitos está longe de ser conseguida com o cancelamento de provas para alguns, visto que muitos outros alunos tiveram contato com os caderninhos de seus amigos, dos outros colégios; e muitos outros que receberam os cadernos e nem olharam. Estamos longe de obter respostas e soluções para mais um vacilo e incompetência do INEP em manter sigilo de suas questões. Acredito, mesmo, que as 14 questões deveriam ser anuladas, mas dizem que isso acaba com a isonomia; pergunto-me: "e os outros alunos que viram as questões e não estudavam no Christus?" Onde está a isonomia?? Infelizmente, mais uma vez, será sofrido, nobres amigos pré-vestibulandos, mas valerá a pena. Acreditem, mesmo com todas as dificuldades, mesmo com fraudes, injustiças, dará certo. Para vocês, alunos Christus, que são mesmo os mais prejudicados com essa história, que a maturidade suficiente possa abraçar a mente de quem critica, que vocês, se for realmente preciso refazer a prova, que a FAÇAM! O potencial do Colégio, mesmo com o erro gritante, se for mesmo confirmado, tem excelente possibilidade de obter êxito. Vocês são bons, garotos! Mostrem que são capazes e ponto! Quanto aos de notas baixas, não se preocupem, o TRI funciona mesmo, elas não melhorarão..estudem, meu povo, antes de criticar algo, sejam capazes de ser capazes!! Boa sorte a todos, nas próximas notícias que virão, aos Christianos em especial o abraço fraterno de uma ex-aluna Christus com orgulho. Os erros existem , e não somos nós os culpados por isso!!

P.S.: O mais triste e indignante são as críticas anti-nordestinas, isso só mostra a falta de ética, caráter e respeito por parte de muitos que desejam êxitos em provas tão humanitárias, éticas e sociais. Mas entendo a revolta de muitos, é triste mesmo, mas a culpa não é de nenhum dos pré-vestibulandos que tentaram ENEM, muito menos dos nordestinos. Sinto um extremo pesar pelos que pensam assim, falta ainda muito, meus caros, para vocês conseguirem êxito na vida; falta maturidade, vivência!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A História de Ben

Parte 1: Verde sem amarelo é azul.


Ben tem uma história interessante. Eu não contaria a história dele, mas ela incansavelmente povoa a minha mente, em perturbações lancinantes. Por onde começar?
Ben tem 17 anos, mora em Fiji, República de Fiji, cuja capital é Suva; ele passa a maior parte de seu tempo em casa, folheando livros enormes do acervo da biblioteca particular de seu pai, Phillipe, Sr. Phillipe para os nada próximos. Ben foi criado somente por seu pai, pois sua mãe falecera meses depois de ele nascer. A Sra. Phillipe, uma verdadeira Amélia, antes de morrer, deixou um caderno com anotações para Ben. Ele cresceu e nunca teve acesso às anotações, exceto uma noite, quando seu pai dormia, Ben, com 12 anos, abriu a gaveta secreta do Sr. Phillipe. Retangular, amassado nas pontas, como a maioria dos cadernos e dos livros que possuímos; então, a primeira página: "Para o meu amado e único anjo"- Sra. Phillipe. O menino guardou o caderno de volta na gaveta e, quase deslizando pelas paredes do corredor principal da casa dos Phillipe, chegou ao seu quarto. Nunca mais, desde aquele ano, Ben reabriu a gaveta. Numa manhã de outubro, por sorte, diria Ben, não era uma manhã de agosto- mês do desgosto - o jovem Ben dirigiu-se, como de costume, à Escola de Belas Artes de Fuji (EBAF). Sim, leitor atento, Ben era um artista, talvez dos mais notáveis e nada sensatos de seu tempo e, exatamente por isso, era por vezes confundido com os neuróticos e psicóticos de Fuji, que nada têm de diferente dos do Brasil, EUA, França. Coisas que se têm no mundo inteiro, é como o esconde-esconde brasileiro igual ao cache-cache francês. Isso, igual ao hide and seek inglês. Na definição de muitos psicanalistas modernos, o neurótico critica a realidade em que se insere, porém não a deixa; o psicótico cria outra realidade, a realidade dele, paralela a nossa, mas por vezes nitidamente perpendicular- "de perto ninguém é normal". O artista não, este sai completamente de sua realidade, mas constantemente retorna, porém nunca faz mesmo parte dela. Ben, jovem ainda e com uma carga artística de deixar babando qualquer aspirante a intelectual. O último quadro de Ben foi um balão, que ele denominou de Balão. Ele gostava de dizer o óbvio, e isso ficava constantemente na cabeça das pessoas, que imaginavam milhões de coisas, enquanto, na verdade, era tudo tão óbvio - "O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar." O que dizer de Ben com isso? Que o que ele enxerga quase ninguém vê? Mas ele vê o mesmo que você. Ele fazia um jogo de pinturas durante horas, mas que no final parecia uma mistura rápida de uma cor com outra, era como se ele usasse o azul, o vermelho e o amarelo em sequência, precisamente com a quantidade calculada e no final tivéssemos o azul, vermelho e amarelo misturados, somente, entende? Ben era um artista. Era uma manhã de outubro, quando, já na EBAF, Ben conheceu Flora. Flora era uma jovem de 19 anos, magra, alta, de cabelos pretos e bem lisos, olhos vivos, bem brilhantes; ela costumava ir à EBAF observar a criação de um artista, que fique bem claro, a criação e não a própria criatura. Ela gostava do processo, de cada passo, dos milímetros nos desenhos, nas cores, nos atos, nas letras. Flora sempre desejou ver a criação de Ben, porém, sempre que chegava ao recanto fabuloso dos artistas, nunca encontrava o autor do óbvio; ele passava a maior parte do tempo em casa. Flora passou exatos 36 minutos esperando Ben fazer a mistura das cores. Ben, finalmente, mergulha o pincel no mundo azul e amarelo dos 36 minutos, verde. Ela, finalmente, via a criação de Ben. Ela se aproximou dele e disse: "O que você pintará agora? Um gramado bem verde?" Ben, surpreso, olha para ela e diz: "Não, um gramado azul e amarelo, ele é colorido, entende?" 
Flora diz: "Pode continuar, eu só quero observar você". Durante três horas seguidas, Ben fez um gramado enorme, e havia inclusive o aroma do verde que se sente em ambientes naturais; o quadro parecia tão real, que era possível se sentir que em breve apareceria alguém, bem atrás da grama alta não cortada por Ben. O terreno era para golfe de um lado, futebol do outro, piquenique no centro e gente em breve surgindo. Ele terminou, colocou o pincel dentro da tinta e perguntou à moça: "Qual o seu nome?"
Ela disse: "Flora".
Ben pegou o pincel, lavou, mergulhou na tinta azul e escreveu no quadro: FLORA. Ele disse: "Não é gramado o nome do quadro, porque eu sempre uso o óbvio. Verde sem amarelo é azul."

domingo, 31 de julho de 2011

Bichos

Hoje me bateu uma saudade enorme da leveza e da simplicidade dos bichos - o seu estar natural.
Lembrando deles eu poderia me remeter a algumas coisas, como o blog "Livros e Bichos", da Montenegro, o cuidado e o amor que a Camilinha tem com a Belinha, o amor que meu pai tem pelos seus animais, mas relembrei do amor, do cuidado e da ânsia por conhecer mais profundamente as angustias e as dores dos bichos; lembrei da FAVET - da minha ex-turma de estudantes de Med. Veterinária. Lembrei da empatia mágica que tive de cara com a Lys Alves, a Panassol..o Pedro( esse parece possuir a paz e a tranquilidade que faltam em mim); lembro do Elisandro e seu desejo ardente por conhecer; da Samara e seu amor pelo mundo animal, regado a paciência e anseios - próxima monitora de Histologia, ela dizia. Lembrei das aves - em especial dos pássaros - que para mim têm marca e presença constantes. Lembro, neste momento, da Renatinha: " os pássaros me olham tão doce". E foi por lembrar e desejar hoje eles, os bichos, que faço um apelo aos homens: Cuidem, amem nossos animais; eles que são a extensão da vida e quiçá de nós mesmos; eles com seus sentimentos, desejos, instintos. A ordem é a sobrevivência, nossa e deles, enquanto o mundo e as pessoas acham que vivem, Rinaldo Pedro afirma:
"Nós não vivemos,
sobrevivemos a cada dia,
lutando para não morrer."
Nós já fazemos isso, imagine o que eles, os bichos, fazem para se manter vivos. Enquanto tratarmos nossos animais com indiferença ou até forças mordazes de maus tratos, seremos a sombra de criaturas que têm uma subvida fadada à destruição. O apelo é simples, denuncie os maus tratos e acredite: Tudo é porque não os conhecemos bem, " somente quando os conhecermos, os amaremos; somente quando os amarmos, nos preocuparemos; somente quando nos praocuparmos, ajudaremos."

P.S.: Aos estudantes, profissionais e donos de animais... nós, animais, agradecemos; aos outros - os crueis - vaia, muitas.

ABRACE ESTA CAUSA
"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante. Albert Schwweitzer (Nobel da Paz - 1952)"

sábado, 18 de junho de 2011

Recanto

Uma vez li uma frase de uma autora que costumo me deliciar às vezes, Tércia Montenegro, e lá ela dizia mais ou menos assim: "amo Fortaleza, mas confesso que sempre desejei ter um recanto no interior, onde eu possa ir quando estiver cansada ou passar as férias, ao menos saber que tenho esse lugar de descanso."
Foi pensando nas palavras dela que hoje decidi retornar ao meu recanto, porque eu, de fato, o tenho e preciso de descanso..! Elba Ramalho agora soa aos meus ouvidos: "Estou de volta pro meu aconchego; trazendo na mala bastante saudade; querendo um sorriso sincero, um abraço pra aliviar meu cansaço e toda essa minha vontade.." Dormir muito, comer bastante, rir mais ainda..FELICIDADE! E do lado das pessoas que mais amamos. Nada como acabar bem um semestre e curtir as férias no lugar certo e com as pessoas certas. Breve, breve estarei na terrinha, porque lá é meu reduto de paz e de aconchego, de amor - que sensação saborosa é saber que lá o amor reina, e as pessoas são verdadeiras em seus gestos e ações. Eu também amo Fortaleza, mas meu recanto de paz e de alegria me chama; as pessoas que me amam e me são verdadeiras também me chamam. Sim... os cavalos esperam, o açude também, a moto, as festas, as conversas na calçada até tarde..e a velha pracinha lotada.
"Prima, nos vemos daqui a pouco, irei só tomar um banho."
 "Vó, tô indo..beijo!"
"Carlos Higor, espere.."
"Mah...eu vou, mantenha a calma."
"Quem paga mesmo a conta...heheheh"

A terrinha do retorno, dos lençóis cheirosinhos; das comidas fantásticas; das farras as melhores...e das noites bem passadas! Porque eu realmente tenho um reduto de retorno..e os que têm também sabem muito bem como é bom voltar. As férias agora respiram o ar que sempre tiveram, sinto já o friozinho em cima da serra seguido do calor feroz da tarde; da sorveteria cheia...mas a Lia paga a conta; dos filmes nas tardes; das conversas à noite! Mil coisas, e nada ao menos tempo, só o desejo de estar do lado e ao lado, SEMPRE, de quem amamos! Chocolate...hum! Que saudade que bate..! Estou de volta pro meu aconchego..!

"Provavelmente eu não me enquadro como típica viajante, já que levo comigo o desejo de voltar." - Tércia.




P.S.: Foto da Fazenda Balanças, do Papis, o verde e o bicho garantem: "Aqui é bom demais."
P.S.: Postagem dedicada aos viajantes que retornam para casa, em especial à Stone, Marcelino, Elaine Santarelli, Rita Galvão...e aos catarinenses( Brena Custódio, Renato Custódio, Lia Custódio, Jéssyca Braga, Carlos Higor, Renata Guedes, Rayanne Leite, Ado Rodrigues...).

sábado, 11 de junho de 2011

Forever

Era noite, e elas resolveram tomar sorvete! Elas, sou eu, minha irmã e minhas primas. O início foi "era noite,..." para dar um ar de: "agora eu presto atenção."

Sabe aquele ócio de: "não tenho nada pra fazer"...enquanto, na realidade, há uma infinidade de coisas para organizar, agendar e, claro, estudar? Pois bem, falta uma semana para a chegada das tão sonhadas férias, o semestre anda bem corrido, e as matérias um atraso só. Deparo-me, então, com um convite - um não, mas vários. E a agenda começa a "lotar", mas nada do que deveria ser feito é feito, porém surgem uma infinidade de coisas e nada ao mesmo tempo pra se fazer. Resumindo... estou aqui disposta a contar uma façanha, recheada de muitas outras em si.


Era noite, quando fomos comprar o velho e atual pote de sorvete no shopping - programa comum das primas Custódio - o sorvete no supermercado com as colheres de plástico do McDonald's( roubadas, diga-se de passagem). Primeiro a ideia louca da Lorinha de comprar sorvete na Pardal do outro lado da avenida( ela com a perna enfaixada e usando muletas). Atravessar a Av. Bezerra de Menezes, às 18h30, parecia tarefa não tão fácil, de fato...foi pior impossível! O percurso envolvia muita atenção e agilidade, porque foram necessários três sinais "verde" para isso, fazendo um ziguezague pela avenida! Enfim, conseguimos..ou não tão enfim assim, a sorveteria estava fechada - era do outro lado da rua, dava pra ver sem atravessar; ninguém olhou para o outro lado para verificar, burras, as seis..!
Segundo momento da façanha: o retorno, mais três sinais e um ziguezague, chegamos!
Lorinha: " Não aguento mais andar".
Nay: "Eu espero vocês aqui" - entrada do shopping.
Nefi: "Vamos ver chocolates pra presente?"
Luxo: " O que eu compro pro Vítor? Chocolate, roupa? Me ajuda..!?"
Tekas: " Tanto faz!" - frase a la Lorinha
Bru: " E o nosso sorvete?"

Cada uma em seu percurso, mas todas lado a lado - parecendo aqueles momentos na vó, vamos comer ou vamos pro açude? Ou as frases são as mesmas ou divergem abruptamente. Primeiro, chocolates..!
Cacau show e os mais variados modelos de chocolate, com sabores, cores e preços. Nada ainda..e mais nada! Hora do sorvete; pote em mãos, fila no caixa, fim! Operação, colheres do McDonald's.. "Pega lá, Luxo?" Tantantan..pronto; pote aberto, colheres em mão; hora do ataque. Primeira a quebrar a colher, Nefi, depois Lorinha, depois eu...por fim Luxo. Momento tensão, segurança com ódio de todas - talvez pela sujeira - ou pela vontade de comer também; momento: seduzir segurança... Detalhes em off! heheheheheh
Elas são sensacionais, e o sorvete perfeito, a sujeira no shopping enorme ,e as dúvidas maiores. Operação: vamos ver um filme? Mas no cinema nem podemos conversar e rir bem alto..então..casa! Lorinha, Nefi e Nay à procura do filme perdido..qual?? Enquanto Bru e Luxo em busca do Doritos perdido!
Reunidas elas estão, guaraná, Doritos e, claro, DIVÃ! Porque na falta de outro filme, a gente sempre acaba em Divã. Nay, um saco, não sabe assistir sem contar; Lorinha: " Adoro essa parte em que ele faz.."; Luxo: "Cala a boca, meu povo"; Bru:" Lorinha, você não é a Nay"; Tekas: "kkkkkk"; Nefi:        ; Nefi?? Ela já não estava mais lá, ela nunca vê um filme até o final, ela praticamente odeia ver um filme até o final.
Luxo: "Vamos ver outro?"
Operação..tudo de novo...acabamos nas fofocas e ensinamentos de vida; Nay, nossa mestra, Nefi, nossa ídola...restantes, amadoras! Sempre..! Detalhes, mais uma vez, em off! Realmente, eu não tenho o que fazer tendo tanto pra fazer, por isso amo vocês, minhas amores. Ócio, na definição de Tércia, "Mas relaxar pode ser tão simples! Tomar um sorvete, ir ao cinema por impulso, telefonar para um amigo, ler um livro, passear... Para desfrutar dessas coisas, não é preciso grande empenho. O ócio funciona espontaneamente, semelhante a alguém que mergulha num cochilo, sem se dar conta, sem preparo. O prazer que daí surge parece óbvio, mas é difícil de se conseguir, nestas épocas de urbanidade. Ficar à toa, sem remorsos, chega a ser uma dádiva – algo muito próximo da felicidade." 


Nossa definição sempre será a mesma; vivemos bem, sem fazer mal a ninguém e nos divertimos muito, somos amigas-primas-irmãs em ação até nos momentos mais parados no tempo; Postagem dedicada exclusivamente às donas dos mais verdadeiros sorrisos que tenho, dos meus segredos mais íntimos e, claro, às mestras do meu ser!

P.S.: O sorvete de Brigadeiro é o melhor; O filme predileto é Divã; o salgadinho amado é Doritos; e os melhores momentos somos nós!! Elas se acham - não, Nefi diz, Eles que nos procuram.!

domingo, 8 de maio de 2011

Eu, Borboleta; ela, Flor..!

Eu queria hoje ver se as palavras descreveriam o turbilhão de significados e de explicações que tenho para diversas coisas, dentre elas o imenso amor que uma mãe é capaz de dedicar a um filho..!
Hoje, na missa, quando algumas belas músicas dedicadas às mães foram cantadas, os olhos de algumas delas enchiam-se de lágrimas; durante quase toda a celebração, essa cena emotiva se repetia e se alastrava intensamente, porém um fato - na verdade, um rosto - chamou a atenção; era um rosto sereno, amável e sem sorriso, mas que sorria; era o rosto de uma mãe que perdera o filho há quase um ano, vítima de um suicídio. E eu, na minha inocência e talvez falta de sensibilidade, ousei a me perguntar: "Por que tantas mães choram, e ela - talvez a mais sofrida - não derramava uma lágrima?
Veio-me, então, a confirmação passageira de que " as que choravam, eram de fato mães, mas também eram filhas". Nós, filhos, somos mais fracos e emotivos porque talvez não tenhamos firmado no peito a marca fiel de nossos pais, em especial de nossas mães; elas, ao contrário, têm todos os traços, formas e cenas que possuímos e realizamos diante delas; elas se conformam com o fato de isso firmarem e possuírem. Tenho certeza, as que choravam eram as filhas, a que não chorou era a mãe..!
Este final-de-semana, senti uma falta enorme dos meus pais, mas hoje já me delicio com a presença de ambos a minha volta, iluminando e absorvendo todas as minhas angústias e decepções, sem nem ao menos ousarem falar.
A postagem de hoje, breve e concisa, porém cheia de significados e de descobertas, é dedicada a todas as mães - e não em especial a minha - o comum a se fazer, mas a todas elas, pelo meu sincero respeito e entendimento por elas, por possuírem a capacidade de nos ter vivos e vibrantes no peito. Nós, filhos, choramos; elas, mães, acalentam; elas nos têm intensos a quilômetros de distância e nos têm vivos, mesmo quando mortos..!
Elas são, em última análise, expressão vivificada do amor, da firmação e da certeza de que o filho habita constantemente e tocavelmente o seu peito, por isso, caros leitores, deixo a postagem de hoje, dizendo: "Irei agora para a presença dela - minha mãe - porque sei que em seu coração tenho morada e refúgio permanentes..!"

sexta-feira, 18 de março de 2011

Les gens

Prioridade, palavra mais do que ideal pra iniciar a breve postagem de hoje!


Já falei em outra postagem que a Felicidade deve ser o que mais deve pesar na hora da decisão. Hoje, quero ainda acrescentar que as pessoas têm um papel fundamental na arquitetura de nós mesmos, em que agem das mais diversas formas e encantos, com desígnios e até abstrações; elas que são, em última análise, as formadoras de seu ser - no sentido ambíguo mesmo da coisa. Até que ponto devemos deixá-las influnciar nossa vida? A resposta é breve, e não depende de nós; ela está enraizada na nossa falta de controle, no nosso jeito vacilante de achar que se "está no controle", enquanto na realidade o que parecia controlado está infinitamente desequilibrado, porém devidamente guiado. Como assim? Não entendi nada, você pode dizer! E eu responderia "nem eu", apesar de saber que no fundo eu sei que não somos fieis responsáveis por nossos atos e até pensamentos, que as práticas podem não ser de nossa mais pura vontade, mas que elas devem existir no controle daquilo que achamos ser o marcador do "agora eu sigo meus passos". É complicado, confesso..! Mas é preciso se entender a prioridade, e ela depende exclusivamente de nós; sem influência externa ou semi-externa; ela que guia a mais sábia decisão. Eu amo as pessoas, diria novamente, porque a minha prioridade necessita tê-las por perto, com seus defeitos e qualidades, tê-las. Necessito delas, no plural, e não tenho que fechar meu mundo recheado das mais diversas figuras pela tentativa de controle de uma, apenas uma das ligeiras e intensas criaturas que povoam a essência de minha existência..! Aberto, mais uma vez, meu mundo está; somente para as pessoas que desejo por perto, com toda a intensidade e afago de quem deseja as tê-las. 
É, eu amo o mundo, e as pessoas são prova disso..!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Persona

...mas eu já havia encontrado outra vez! Naquela manhã de segunda-feira, ele ousara fazer-se presente, antes mesmo que a padaria tivesse iniciado a recepção - às vezes pouco saudável - dos mais variados fregueses. Eu, em passos rápidos e até lancinantes, curvava-me em resposta ao apreensivo encontro; era, mais uma vez, na manhã de segunda-feira, e o palco em breve estaria montado, com seus novos e ousados seres, porque a vida lá em cima é nova a cada dia, independente de as criaturas, por vezes, serem as mesmas. É como o velho e atual pensamento de Heráclito: "tudo flui"..! Eu me refiz e, de repente, os passos adentraram a estrutura firme do altar das personas; era hora de já não mais ser quem sempre pensara ser; agora nascia - mesmo que prematuramente - a figura que eu seria por exatos 68 minutos, mas incrível como ela persistiu por mais de dias e dias, e ousou deixar marcas profundas em mim do seu rebuscado modo de ser; elas sempre deixam suas marcas - as personas - elas são sua marca, mas lhe marcam impiedosamente! A última frase era: "Você já viu um homem morto?" Seguiam-se os passos, e ela infiltrava-se em mim, porque eu já vi um homem morto..!
O rio corria, e realmente já não era o mesmo, nem ele, nem eu. Já era certo de que éramos um só, além da extensão dos olhares da plateia, tínhamos nos fundido de forma geometricamente favorável, com choque preciso e energia mais que suficiente; e ali estava a persona sem máscara..!
Era hora de partir, mas ela infiltrara-se impiedosamente em mim, e hoje sofre comigo os desígnios de nunca ser a mesma; de sempre esperar que o mundo a refaça e a edifique, porque "En Passant" segue a Humanidade e o rio que move um palco..!
Eu o encontrei hoje por lá,...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Até quando..!?

A mensagem de hoje pode ser direcionada a tantas e tantas pessoas, com seus diversos pensamentos e afazeres, mas quero que ela chegue em especial aos semeadores de sonhos..! 


Bem, eu quero escrever principalmente sobre cansaço e limite - essas coisinhas que a gente costuma criar ao nosso redor. Poderia descrever tudo antes de dizer a resolução para uma infinidade de coisas, mas decidi começar pelo fim: "Coloque tudo na balança, e o que deve pesar mais será sempre a sua felicidade". 
Eu sempre fui impulsionada por exemplos que se fizeram presentes em minha vida - costumava até dizer: " Hoje eles são espelhos; quem sabe depois serei eu". A vida é realmente cheia de surpresas, mas o real mesmo é que cada um de nós terá a sua história para contar. O que quero deixar claro aqui é que devemos lutar até o fim; fazendo isso, existirão duas saídas: ou você consegue ou você muda de sonho( Recomeça). 
É verdade que o cansaço existe - ele insiste até em lhe derrubar - mas o prazer de cultivar um sonho, buscá-lo, realizá-lo ou até reformulá-lo é superior a tudo. Quando se cansa mesmo têm-se a coragem e até a ousadia de mudar os planos, mas isso deve ser feito apenas quando se cansa - o difícil é saber quando o limite bateu em nossa porta, porque somos levados a nos impor limites, quando na realidade estamos muito distante deles! Eu consegui realizar um sonho esses dias, e ele veio no ano em que mais cansei mesmo, de uma forma tão intensa que não existia em mim o sentimento de desistência e sim de reformulação de anseios - então, Deus, na Sua forma perfeita de traçar caminhos, revelou-me : "Era este o seu limite, Bruna." E foi por isso que Ele me trouxe de presente o sonho que cultivei com persistência, resignação e muita paciência. Só Ele sabe a hora certa para tudo em nossa vida e a forma correta de como acontecer; é preciso lutar; é preciso, caro leitor, ser detentor de coragem..! 
Confesso que pra mim o difícil nunca foi começar e continuar; o difícil era desistir; e, no momento em que eu estava aprendendo a fazê-lo - ousar um novo começo - fui bombardeada com a conquista do então sonho cultivado. E agora eu pergunto: " Até quando..!?" A resposta é obscura, diversa e inimaginável; ela acontece para cada um, em seu tempo, modo e razão. O que peço é que tracem esse caminho guiados pelo peso maior da vida, a FELICIDADE! Entrega os seus dias, dores e sonhos a Deus...e aguarda! Finalizo com uma das mais belas frases que li, presente no livro A Cabana( leiam).

 "A fé nunca sabe aonde está sendo levada, Mas conhece e ama Aquele que a está levando. 
                                                                                     Oswald Chambers

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Arte em movimento..!

Percebi hoje que tenho mania de escrever nas segundas-feiras; talvez por causa do famigerado domingo - cuja mania mais frequente em mim é a de inspiração - e por quê não escrever no domingo? Sei lá... Bem, sendo hoje segunda-feira, dia da semana em que escrevo, estou com a leve sensação de " é a primeira vez", assim, fico mais tranquila em relação ao atraso de escrever sobre a minha maior paixão: a música..! 
Como boa adepta desta arte é normal que eu tenha meus ídolos, na verdade escuto músicas bastante variadas - às vezes até o forró da vida, por livre e espontânea pressão da maioria dos cearenses - mas o que me agrada mesmo é a MPB da década de 40,50,60,70 e 80, pelo menos meio século de música...dá pra sobreviver! 
A arte da música não se resume em demonstrar os profundos desígnios do que se deseja, está em analisar o transcendente reflexo da alma humana. As palavras não demonstram com veracidade o que se deseja; a escrita revela por um tempo - e quando automática. Ela não, a música, infiltra-se por inteiro, disseca o olhar, a percepção, estimula a sensibilidade e nos torna sensível. A música é a mais bela arte do descompasso, com ela se perde, ganha-se, mas jamais se esconde. Ela é a arte em movimento..! Não exige moldura, papéis; apenas a sensibilidade ao absorver as melodias, os acordes, o canto, a voz, e claro..o teatro! É a arte da junção; ela engloba, fascina e enlouquece. Música e nada mais. CDs, melodias, acordes, sorrisos, êxtase..! A mentira não norteia a arte do sentimento, do desnudamento, pelo menos quando os artistas que lhe dão vida têm a responsabilidade de um mestre. Sentir e nada mais, eis a função da mais sublime beleza da arte do amor, pois ela faz parte dos corações apaixonados, dos amantes - mesmo que os ouvintes não a desfrutem com frequência e necessidade, na época em que o coração palpita, ela se faz presente. A alma canta, palpita...se embriaga. A voz, os medos, o palco. Embriaga, mas não perde o brilho de sentir a verdade..! Eu não poderia falar de música aqui sem ao menos citar a mulher que é minha companhia diária: Elis Regina Carvalho Costa, a melhor cantora-intérprete brasileira; mas não irei prolongar muito sobre ela aqui, até porque nada do que eu dissesse à respeito dela demonstraria a riqueza de sua arte - deixarei Elis para outras postagens, quando ela virá só, mais digna de uma declaração minha, mas quero deixar que ela, por si só, fale o que a música representa; ela que é, sem dúvida alguma, a Mestre de muitos e muitos músicos e intérpretes... Para vocês, ficam as palavras da sábia e eterna Pimentinha:


                                                Elis Regina




P.S.: Depois das palavras dela, obrigo-me a permanecer em silêncio; eu, porque ela fará agora o que sempre fez de melhor: arte em movimento..!


B.C

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Fotografia

Já com um tempinho que não posto nada aqui - frase bastante semelhante às que encontro algumas vezes nos mais variados blogs - faço a atualização de hoje..! Agora com a leve sensação de "será que alguém de fato isso lerá"?
Bem, estou em um momento de puro lazer e tranquilidade, daqueles de se dar inveja a qualquer trabalhador e estudante que se preze. Bateu aquela saudade de escrever sobre os momentos mais leves e felizes da vida, porque eles aparecem de uma forma quase patológica - tanto na intensidade quanto na duração. Natal em família, sentada sob a luz do luar; conversas indiscretas, discretas..risadas, comida, muita comida...oração; uma serenidade tão desejada, vivida e eternizada. É preciso ressaltar aqui que no sítio em que fico, dos meus avós, não pega celular, internet, nada de moderno, o que escapa ainda é um bom livro pra se folhear, e que fique bem claro: Lá, temos tempo de sobra..! Tempo de comer, rezar e amar; tempo de nada fazer nem consolidar, a não ser conversar por horas e horas. Em uma dessas conversas à noite, um tio meu, eterno e bom humorista - desses que a gente deseja constantemente estar por perto - disse, já na ausência de assuntos: "amanhã, tenho que acordar bem cedo". Nesse instante se iniciaram os olhares cortantes e curiosos de todos, naquele velho e atual alpendre, e surge a pergunta que não queria calar: "Pra quê?"... O meu tio responde rapidamente - "Pra ficar mais tempo sem fazer nada". Nossa..! Tantas risadas naquele instante que a felicidade misturada à alegria alardeou o coração, e as lágrimas vieram a face, apenas na certeza de que aquele era um momento de se congelar, eternizar, ao menos que ficasse anexado a uma fotografia...! Nada melhor que se estar ao lado das pessoas que se ama..! Outro momento marcante desses dias foi a posse de Dilma - não pela posse em si - mas pelos comentários feitos naquela tarde, mais uma vez, ao lado dos amores da minha vida. Bem, tenho uma tia viciadíssima em política, inteligentíssima e atualizadíssima; ela vibrava durante a posse, quando um primo de 8 anos anos falou: "A gente vai saber do governo mesmo quando a tia Mada estiver batendo na mesa..!" Risos e risos, porque ela se envolve mesmo. Mais um momento marcante de se eternizar. Tantos e tantos que a definição jamais se assemelharia, talvez compusesse  o arsenal de desejos e anseios que envolvem a manhã, a tarde e a noite ao lado dos eternos e mais instigantes amores. Hoje, tarde de segunda-feira, o sol meio escondido por trás das nuvens que se insinuam, mas que não derramam a fonte da frutificação, em meio ao sertão, eu me disponho a estar aqui, dispersa e imersa no momento mágico de mais uma fotografia, porque, na definição mais sábia que diz.. "o que vai ficar na fotografia são os laços invisíveis que havia", finalizo os escritos de hoje desejando aos leitores muitas e muitas manhãs, tardes e noites das mais vibrantes fotografias..!