domingo, 19 de agosto de 2012

O retorno

Nonano..! Não, não, propano..! Vezes três não eleva em nada.
Uma discussão pode ser aberta independente do assunto, basta que palavras se cruzem e tenham entonação, apesar de que a escrita é uma fala com provas, desde que o fogo ou as tesouras não sejam aliadas das mãos. Um ciclo existe em diversas situações, mas a abordagem hoje seria mais ousada, como a primeira vez que se faz um arroz, aquele receio de que alguém o prove antes de ti. Mas manter discussões sem saída, sem construção, fica uma ideia sem perduração, sem confluência, só agressão. Eu sou absolutamente atraída pelas palavras, queria uma coleção delas na minha mente, mas nesta já não confio mais, mas eu as amo. A menina saíra às 15h de casa, percorrera alguns quilômetros, conhecera alguns intrusos, porque ela caminhava sem cruzar o limite do outro, mas eles surgiam. Quando, ao mudar de direção nas ruas, ela encontra o moço. Seria "En passant", com vermelhos para marcar a cena, mas ela falou   e deu a ele motivos para também falar. Agora um ex-intruso ,e ela a nova intrusa. Sentados, a menina pede um cigarro. O moço, sempre educado, polido e sensato, não marcou no ar nem mais um gesto. "Sabe a sensação de se precisar de ti sem saber quem tu és?", ela falou. "Não". Respirações sem sintonia, mas um livro na mão dele, era um legítimo Maiakoviski. Ela simplesmente não deixaria passar o intruso com isso, era, no mínimo, desconsiderar a coincidência. Estava claro que não haveria necessidade alguma de se argumentar qualquer coisa que fosse. Gestos aflitos e um cigarro tragado, mas incomodava muito o semblante pacato. Horas se seguiram e ninguém nem notara, aos poucos ambos se alimentaram do que cada um tinha a oferecer, ele mais e ela mais. Conversaram e selaram o primeiro beijo. Maiakoviski, o culpado.! Acordar na manhã seguinte fora a primeira providência, mas outras manhãs vieram, eles se consumiam e já se amavam. Não era necessário que mais ninguém cruzasse, ninguém mais era pilar de nenhum deles, além deles mesmos. A menina era quase a moça, mas Maiakoviski era Dostoiévski. O que isso significa? Agora se tem o intruso e a ex-intrusa, isso apenas até que se cruzem sem motivos as vielas das ruas patrimoniais, em busca de um nada que os deixe atravessar. A moça seguira de volta para casa, seguindo, ruas, vinhedos, vielas, porém adentrara perdidamente às 15h. Um ciclo não eleva em nada, eu afirmo o propano.

Sem atribuições a nada, uma postagem sem nexo.

domingo, 22 de abril de 2012

Passos trêmitos ou A hora do adeus.

          A velha era pálida e trêmula.
          Sua palidez era agonizante no reflexo do espelho; os lábios arroxeados tinham a completude com os olhos fundos e nitidamente escuros. Possuía um terço enorme - um rosário se não faltassem as últimas ave-marias - objeto que a caracterizava perfeitamente, pois era companhia de sua alma e se confundia com seus dedos. Morava em uma casa mal iluminada; as janelas permaneciam fechadas desde a morte de Damião, o velho. A velha recebia objetos, alimentos do menino, que fazia todos os mandados dela, inclusive durante a madrugada - único período em que a velha saía de casa. Ela era pálida.
          Apenas levantara-se e já sabia que nada seria ao acaso. Ela sorria, e seus olhos deixavam transparecer a deslumbrante magia do ato. Andava. Eram frios os passos da mulher que movia lentamente os braços; transpassava os anos com frêmitas passadas, tremores picométricos.
         Andava. Parecia algo mordaz sem a sincera descrição final. Era algo mágico, En passant, a ser revelado em um ato praticamente imperceptível; o perceptível reside no imperceptível - isso é Lispector, leitor - pois quanto mais me camuflo, mais vivo.
         Ave-maria, cheia de graça...Ave-maria, cheia de graça...Ave-maria, cheia de graça...Ave-maria, cheia de graça... Ave-maria, cheia de graça...Pelo sinal da santa cruz..
         Mas por que as palavras se confundiam tanto? Seria alguém mais a falar ou estaria a mulher em constantes devaneios do acaso? Fora..fuu! Ela havia recordado a noite em que Damião partira; as portas ficavam abertas; havia orações, lágrimas e gritos. Ave-maria, cheia de graça..Ave...aahh..AAHH. Ave-maria, chee..aahh..AAHH..Respiração normal..AAHH, lágrimas.
         Andava. Sentaria, se possível, mas as passadas se tornaram intensas; porém, rápida, a velha sorria. As suas engrenagens de carne, assim ela outrora teria dito, seriam reflexos de atos ilusórios. Não seria ela mesma, seria "souvenir" de menina. Eu desejaria contar hoje a hora em que ela, a velha, viu a cuia com a vela acesa no rio, mas o menino entrou, e ela saiu da descrição do autor.
         O menino não era seu neto, nem seu vizinho; o menino se perdera do pai quando - eu ia dizer quando era um menino, você entendeu - tinha sete anos, mas agora tem treze. Ele vive na rua, solto, quase com fome, mas ele ama a velha, ele come parte da comida dela. Ele é trêmulo, mas corado. Treze anos, nutrido, cabelos escuros. Nada mais do menino.
         A cuia, por favor - clama a mente fofoqueira do autor.
         A velha é magra, velha, branca, pálida, cabelos brancos. Ela era pálida e trêmula.
         Um cheiro-verde, coentro e coloral; um real de bananas e um litro de leite. Ele deslizava pelas ruas em busca de cumprir cada passo desejado pela velha, no papel. Já amassado e molhado, mas nas mãos de Benjamin, o Boticário.
         Não temos bananas, menino - falou Benjamin. Eu sei, senhor, mas tenho que levá-las.
         A escuridão ganhou, mais um vez, o espaço da luz intrusa.
         Ave-maria, cheia de graça...
         A velha é magra. O menino é nutrido. Sob análise cuidadosa do autor, verás leitor, que nós falávamos a verdade.
         O velho, a velha, o menino, Benjamin, o terço. A cuia, a cuia..
         Vela acesa na cuia sobre o rio, correnteza sem motor, correnteza. Pode calcular o tempo. A velha era.. e é. Amanhecera e eu já disse tudo, bonne chance, leitor amigo. Caso tenhas em mente a tradução da história, peço que desfrute-a a sós, pedaço por pedaço, mordida a mordida. A velha é..

Bruna Custódio Rodrigues, a autora.


Texto analisado no Teatro José de Alencar, dias 07 e 22 de junho de 2011. Respostas encontradas; eles entenderam, eu não. Mas converso às vezes com o autor.



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um pouco de pó..!

As férias trazem consigo um sabor diferente, além das milhões de coisas programadas, há sempre a velha e boa "faxina". Bem, se você parar para pensar enquanto arruma tudo, as coisas do ano inteiro têm um significado diferente, e nada é mais empolgante do que a memória humana, as risadas fluem novamente, porém sem o peso do que outrora era problema..! Aconselho esse exercício a todos, inclusive aos mais preguiçosos: é bom reviver o que ainda não foi apagado, mas permaneceu como lembrança, sendo capaz, inclusive, de deixar saudade. Hoje, arrumando os livros, os papeis, os cd's bateu a saudade das leituras que já fiz, uma saudade daquilo que agora já era quase pó. Prometi a mim mesma que, pelo menos ainda este ano, vou ler apenas coisas já lidas - revisar a biografia da Elis, por Regina Echeverria. Vou ouvir as músicas de sempre, saborear coisas já vividas. Lembrei agora da propaganda: "Para você que faz sempre as mesmas coisas.." Eu até concordava, porém percebi que o que menos fiz nos últimos meses foi a mesma coisa. Uma rotina que não era mais a minha rotina, era uma sobrecarga, muita cobrança, uns problemas inatos de quem respira. Bem, bateu a saudade dos meus historiadores favoritos, dos cantores, escritores..Clarice, Ariano( até poderia citá-lo: "Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte:
o riso a cavalo e o galope do sonho
É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver."). Saudade da Pimentinha martelando minha consciência com suas defesas por vezes cômicas, saudade de ler Hobsbawm, em Era dos Extremos( nunca terminado, inclusive quem tiver e quiser emprestar; prometo não ficar pelo tempo que desejar - mesmo que essa seja a minha felicidade clandestina). Desculpem-me os que olham para frente, com sede de vida, de coisas diferentes e aventureiras, também penso assim, sou aquariana; porém, exatamente hoje desejo reviver o que ecoa como um grito louco de saudade, saudade de mim! Para matar a saudade presenteio os internautas com uma doce lembrança: Elis Regina e Adoniran Barbosa, em um bar, com cerveja, voz, emoção..e para nós, os "modernos", a lembrança de um tempo em que música era coisa séria, a lembrar Raul Seixas: "Sou do tempo em que fazíamos música pra tentar mudar o mundo..."

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Muita calma nessa hora..!

Hoje eu estava disposta a estudar a imensidão de coisas que vejo diariamente na faculdade, mas cheguei em casa, já mais esquecida do ocorrido ENEM, porém quando a minha irmã chegou em casa chorando, vindo do Dentista, depois de um dia puxado na UECE. Fiquei revoltada, o motivo é o possível cancelamento da prova para os alunos Christianos! Então, passei a pensar na quantidade de pessoas prejudicadas com isso. Primeiro, não sabemos a origem das questões, pode ter sido mesmo fraude, a PF está encarregada de descobrir isso. Ruim são os alunos matriculados na instituição que não mais a frequentavam, isso é evidente em muitos que haviam passado em outras universidades e a cursavam, não tiveram contato com as questões; outros são os próprios alunos Christus que receberam os supostos cadernos e não olharam as questões, por simples falta de tempo; outros são os alunos amigos dos Christianos, que receberam também os cadernos e não vão fazer outras provas; muitos outros são os hipócritas de notas gritantemente baixas, que loucos pelo cancelamento da prova( "terei mais uma chance...iupiii!") fazem alarde para o cancelamento deste ENEM. Infelizmente, a minha aposta para a vez era a de que não teríamos mais problemas em relação a essas provas, doce engano, inocência demais. Conheço muitos alunos excelentes do Christus, sei a capacidade de muitos ali e fiquei muito triste pela maioria, que realmente não teve culpa, aliás, nenhum aluno ali teve culpa. Infelizmente, a isonomia defendida por muitos está longe de ser conseguida com o cancelamento de provas para alguns, visto que muitos outros alunos tiveram contato com os caderninhos de seus amigos, dos outros colégios; e muitos outros que receberam os cadernos e nem olharam. Estamos longe de obter respostas e soluções para mais um vacilo e incompetência do INEP em manter sigilo de suas questões. Acredito, mesmo, que as 14 questões deveriam ser anuladas, mas dizem que isso acaba com a isonomia; pergunto-me: "e os outros alunos que viram as questões e não estudavam no Christus?" Onde está a isonomia?? Infelizmente, mais uma vez, será sofrido, nobres amigos pré-vestibulandos, mas valerá a pena. Acreditem, mesmo com todas as dificuldades, mesmo com fraudes, injustiças, dará certo. Para vocês, alunos Christus, que são mesmo os mais prejudicados com essa história, que a maturidade suficiente possa abraçar a mente de quem critica, que vocês, se for realmente preciso refazer a prova, que a FAÇAM! O potencial do Colégio, mesmo com o erro gritante, se for mesmo confirmado, tem excelente possibilidade de obter êxito. Vocês são bons, garotos! Mostrem que são capazes e ponto! Quanto aos de notas baixas, não se preocupem, o TRI funciona mesmo, elas não melhorarão..estudem, meu povo, antes de criticar algo, sejam capazes de ser capazes!! Boa sorte a todos, nas próximas notícias que virão, aos Christianos em especial o abraço fraterno de uma ex-aluna Christus com orgulho. Os erros existem , e não somos nós os culpados por isso!!

P.S.: O mais triste e indignante são as críticas anti-nordestinas, isso só mostra a falta de ética, caráter e respeito por parte de muitos que desejam êxitos em provas tão humanitárias, éticas e sociais. Mas entendo a revolta de muitos, é triste mesmo, mas a culpa não é de nenhum dos pré-vestibulandos que tentaram ENEM, muito menos dos nordestinos. Sinto um extremo pesar pelos que pensam assim, falta ainda muito, meus caros, para vocês conseguirem êxito na vida; falta maturidade, vivência!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A História de Ben

Parte 1: Verde sem amarelo é azul.


Ben tem uma história interessante. Eu não contaria a história dele, mas ela incansavelmente povoa a minha mente, em perturbações lancinantes. Por onde começar?
Ben tem 17 anos, mora em Fiji, República de Fiji, cuja capital é Suva; ele passa a maior parte de seu tempo em casa, folheando livros enormes do acervo da biblioteca particular de seu pai, Phillipe, Sr. Phillipe para os nada próximos. Ben foi criado somente por seu pai, pois sua mãe falecera meses depois de ele nascer. A Sra. Phillipe, uma verdadeira Amélia, antes de morrer, deixou um caderno com anotações para Ben. Ele cresceu e nunca teve acesso às anotações, exceto uma noite, quando seu pai dormia, Ben, com 12 anos, abriu a gaveta secreta do Sr. Phillipe. Retangular, amassado nas pontas, como a maioria dos cadernos e dos livros que possuímos; então, a primeira página: "Para o meu amado e único anjo"- Sra. Phillipe. O menino guardou o caderno de volta na gaveta e, quase deslizando pelas paredes do corredor principal da casa dos Phillipe, chegou ao seu quarto. Nunca mais, desde aquele ano, Ben reabriu a gaveta. Numa manhã de outubro, por sorte, diria Ben, não era uma manhã de agosto- mês do desgosto - o jovem Ben dirigiu-se, como de costume, à Escola de Belas Artes de Fuji (EBAF). Sim, leitor atento, Ben era um artista, talvez dos mais notáveis e nada sensatos de seu tempo e, exatamente por isso, era por vezes confundido com os neuróticos e psicóticos de Fuji, que nada têm de diferente dos do Brasil, EUA, França. Coisas que se têm no mundo inteiro, é como o esconde-esconde brasileiro igual ao cache-cache francês. Isso, igual ao hide and seek inglês. Na definição de muitos psicanalistas modernos, o neurótico critica a realidade em que se insere, porém não a deixa; o psicótico cria outra realidade, a realidade dele, paralela a nossa, mas por vezes nitidamente perpendicular- "de perto ninguém é normal". O artista não, este sai completamente de sua realidade, mas constantemente retorna, porém nunca faz mesmo parte dela. Ben, jovem ainda e com uma carga artística de deixar babando qualquer aspirante a intelectual. O último quadro de Ben foi um balão, que ele denominou de Balão. Ele gostava de dizer o óbvio, e isso ficava constantemente na cabeça das pessoas, que imaginavam milhões de coisas, enquanto, na verdade, era tudo tão óbvio - "O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar." O que dizer de Ben com isso? Que o que ele enxerga quase ninguém vê? Mas ele vê o mesmo que você. Ele fazia um jogo de pinturas durante horas, mas que no final parecia uma mistura rápida de uma cor com outra, era como se ele usasse o azul, o vermelho e o amarelo em sequência, precisamente com a quantidade calculada e no final tivéssemos o azul, vermelho e amarelo misturados, somente, entende? Ben era um artista. Era uma manhã de outubro, quando, já na EBAF, Ben conheceu Flora. Flora era uma jovem de 19 anos, magra, alta, de cabelos pretos e bem lisos, olhos vivos, bem brilhantes; ela costumava ir à EBAF observar a criação de um artista, que fique bem claro, a criação e não a própria criatura. Ela gostava do processo, de cada passo, dos milímetros nos desenhos, nas cores, nos atos, nas letras. Flora sempre desejou ver a criação de Ben, porém, sempre que chegava ao recanto fabuloso dos artistas, nunca encontrava o autor do óbvio; ele passava a maior parte do tempo em casa. Flora passou exatos 36 minutos esperando Ben fazer a mistura das cores. Ben, finalmente, mergulha o pincel no mundo azul e amarelo dos 36 minutos, verde. Ela, finalmente, via a criação de Ben. Ela se aproximou dele e disse: "O que você pintará agora? Um gramado bem verde?" Ben, surpreso, olha para ela e diz: "Não, um gramado azul e amarelo, ele é colorido, entende?" 
Flora diz: "Pode continuar, eu só quero observar você". Durante três horas seguidas, Ben fez um gramado enorme, e havia inclusive o aroma do verde que se sente em ambientes naturais; o quadro parecia tão real, que era possível se sentir que em breve apareceria alguém, bem atrás da grama alta não cortada por Ben. O terreno era para golfe de um lado, futebol do outro, piquenique no centro e gente em breve surgindo. Ele terminou, colocou o pincel dentro da tinta e perguntou à moça: "Qual o seu nome?"
Ela disse: "Flora".
Ben pegou o pincel, lavou, mergulhou na tinta azul e escreveu no quadro: FLORA. Ele disse: "Não é gramado o nome do quadro, porque eu sempre uso o óbvio. Verde sem amarelo é azul."

domingo, 31 de julho de 2011

Bichos

Hoje me bateu uma saudade enorme da leveza e da simplicidade dos bichos - o seu estar natural.
Lembrando deles eu poderia me remeter a algumas coisas, como o blog "Livros e Bichos", da Montenegro, o cuidado e o amor que a Camilinha tem com a Belinha, o amor que meu pai tem pelos seus animais, mas relembrei do amor, do cuidado e da ânsia por conhecer mais profundamente as angustias e as dores dos bichos; lembrei da FAVET - da minha ex-turma de estudantes de Med. Veterinária. Lembrei da empatia mágica que tive de cara com a Lys Alves, a Panassol..o Pedro( esse parece possuir a paz e a tranquilidade que faltam em mim); lembro do Elisandro e seu desejo ardente por conhecer; da Samara e seu amor pelo mundo animal, regado a paciência e anseios - próxima monitora de Histologia, ela dizia. Lembrei das aves - em especial dos pássaros - que para mim têm marca e presença constantes. Lembro, neste momento, da Renatinha: " os pássaros me olham tão doce". E foi por lembrar e desejar hoje eles, os bichos, que faço um apelo aos homens: Cuidem, amem nossos animais; eles que são a extensão da vida e quiçá de nós mesmos; eles com seus sentimentos, desejos, instintos. A ordem é a sobrevivência, nossa e deles, enquanto o mundo e as pessoas acham que vivem, Rinaldo Pedro afirma:
"Nós não vivemos,
sobrevivemos a cada dia,
lutando para não morrer."
Nós já fazemos isso, imagine o que eles, os bichos, fazem para se manter vivos. Enquanto tratarmos nossos animais com indiferença ou até forças mordazes de maus tratos, seremos a sombra de criaturas que têm uma subvida fadada à destruição. O apelo é simples, denuncie os maus tratos e acredite: Tudo é porque não os conhecemos bem, " somente quando os conhecermos, os amaremos; somente quando os amarmos, nos preocuparemos; somente quando nos praocuparmos, ajudaremos."

P.S.: Aos estudantes, profissionais e donos de animais... nós, animais, agradecemos; aos outros - os crueis - vaia, muitas.

ABRACE ESTA CAUSA
"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante. Albert Schwweitzer (Nobel da Paz - 1952)"

sábado, 18 de junho de 2011

Recanto

Uma vez li uma frase de uma autora que costumo me deliciar às vezes, Tércia Montenegro, e lá ela dizia mais ou menos assim: "amo Fortaleza, mas confesso que sempre desejei ter um recanto no interior, onde eu possa ir quando estiver cansada ou passar as férias, ao menos saber que tenho esse lugar de descanso."
Foi pensando nas palavras dela que hoje decidi retornar ao meu recanto, porque eu, de fato, o tenho e preciso de descanso..! Elba Ramalho agora soa aos meus ouvidos: "Estou de volta pro meu aconchego; trazendo na mala bastante saudade; querendo um sorriso sincero, um abraço pra aliviar meu cansaço e toda essa minha vontade.." Dormir muito, comer bastante, rir mais ainda..FELICIDADE! E do lado das pessoas que mais amamos. Nada como acabar bem um semestre e curtir as férias no lugar certo e com as pessoas certas. Breve, breve estarei na terrinha, porque lá é meu reduto de paz e de aconchego, de amor - que sensação saborosa é saber que lá o amor reina, e as pessoas são verdadeiras em seus gestos e ações. Eu também amo Fortaleza, mas meu recanto de paz e de alegria me chama; as pessoas que me amam e me são verdadeiras também me chamam. Sim... os cavalos esperam, o açude também, a moto, as festas, as conversas na calçada até tarde..e a velha pracinha lotada.
"Prima, nos vemos daqui a pouco, irei só tomar um banho."
 "Vó, tô indo..beijo!"
"Carlos Higor, espere.."
"Mah...eu vou, mantenha a calma."
"Quem paga mesmo a conta...heheheh"

A terrinha do retorno, dos lençóis cheirosinhos; das comidas fantásticas; das farras as melhores...e das noites bem passadas! Porque eu realmente tenho um reduto de retorno..e os que têm também sabem muito bem como é bom voltar. As férias agora respiram o ar que sempre tiveram, sinto já o friozinho em cima da serra seguido do calor feroz da tarde; da sorveteria cheia...mas a Lia paga a conta; dos filmes nas tardes; das conversas à noite! Mil coisas, e nada ao menos tempo, só o desejo de estar do lado e ao lado, SEMPRE, de quem amamos! Chocolate...hum! Que saudade que bate..! Estou de volta pro meu aconchego..!

"Provavelmente eu não me enquadro como típica viajante, já que levo comigo o desejo de voltar." - Tércia.




P.S.: Foto da Fazenda Balanças, do Papis, o verde e o bicho garantem: "Aqui é bom demais."
P.S.: Postagem dedicada aos viajantes que retornam para casa, em especial à Stone, Marcelino, Elaine Santarelli, Rita Galvão...e aos catarinenses( Brena Custódio, Renato Custódio, Lia Custódio, Jéssyca Braga, Carlos Higor, Renata Guedes, Rayanne Leite, Ado Rodrigues...).