domingo, 8 de maio de 2011

Eu, Borboleta; ela, Flor..!

Eu queria hoje ver se as palavras descreveriam o turbilhão de significados e de explicações que tenho para diversas coisas, dentre elas o imenso amor que uma mãe é capaz de dedicar a um filho..!
Hoje, na missa, quando algumas belas músicas dedicadas às mães foram cantadas, os olhos de algumas delas enchiam-se de lágrimas; durante quase toda a celebração, essa cena emotiva se repetia e se alastrava intensamente, porém um fato - na verdade, um rosto - chamou a atenção; era um rosto sereno, amável e sem sorriso, mas que sorria; era o rosto de uma mãe que perdera o filho há quase um ano, vítima de um suicídio. E eu, na minha inocência e talvez falta de sensibilidade, ousei a me perguntar: "Por que tantas mães choram, e ela - talvez a mais sofrida - não derramava uma lágrima?
Veio-me, então, a confirmação passageira de que " as que choravam, eram de fato mães, mas também eram filhas". Nós, filhos, somos mais fracos e emotivos porque talvez não tenhamos firmado no peito a marca fiel de nossos pais, em especial de nossas mães; elas, ao contrário, têm todos os traços, formas e cenas que possuímos e realizamos diante delas; elas se conformam com o fato de isso firmarem e possuírem. Tenho certeza, as que choravam eram as filhas, a que não chorou era a mãe..!
Este final-de-semana, senti uma falta enorme dos meus pais, mas hoje já me delicio com a presença de ambos a minha volta, iluminando e absorvendo todas as minhas angústias e decepções, sem nem ao menos ousarem falar.
A postagem de hoje, breve e concisa, porém cheia de significados e de descobertas, é dedicada a todas as mães - e não em especial a minha - o comum a se fazer, mas a todas elas, pelo meu sincero respeito e entendimento por elas, por possuírem a capacidade de nos ter vivos e vibrantes no peito. Nós, filhos, choramos; elas, mães, acalentam; elas nos têm intensos a quilômetros de distância e nos têm vivos, mesmo quando mortos..!
Elas são, em última análise, expressão vivificada do amor, da firmação e da certeza de que o filho habita constantemente e tocavelmente o seu peito, por isso, caros leitores, deixo a postagem de hoje, dizendo: "Irei agora para a presença dela - minha mãe - porque sei que em seu coração tenho morada e refúgio permanentes..!"