Eu estava disposta a não postar nada aqui, pelo menos até a última vela do texto anterior ser acesa..!Mas, hoje, fazendo minhas leituras quase diárias aqui pela internet, deparei-me com uma incrível surpresa: O blog de Tércia Montenegro, escritora cearense que costumo ler – inclusive tive o prazer de ser aluna dela. Sabe quando se tem muita coisa pra fazer, a agenda está "lotada", mas se insiste – nas horas vagas – dizer: "Eu não tenho nada pra fazer!?"... Pois eu estava justamente nesses momentos quando fui bombardeada pelo blog Livros e Bichos, da Tércia. Lá, certamente, estarei sempre. Desfrutando o sabor de uma boa, leve e empolgante leitura. Fui aluna de Tércia Montenegro, e era incrível como eu me deliciava com cada palavra, cada gesto dela; além de ser a excelente escritora que é, ela possui uma das mais admiráveis características: a humildade! Eu pesquisei livros, publicações dela, porque se dependesse de sua "auto propaganda" eu jamais os leria..! Relembrei de um texto que fiz dedicado a ela, mas que jamais a mostrei – não sei bem o por que, talvez por ela ser das típicas pessoas que me intimidam. O texto surgiu em uma aula de Literatura – que fique claro:" Não era daquele tipo de aula que a gente "reza" pra acabar". Era boa..! Apesar disso, meu pensamento não conseguia se fixar nas definições e nas teorias da escola estudada...Surgiu desse momento "desconcentrante", porém concentrado..
Passos frêmitos ou a hora do adeus
Apenas levantara-se ,e já sabia que nada seria ao acaso.
Ela sorria, e o encanto de seus olhos transpareciam a deslumbrante magia do ato. Andava. Eram frios os passos da mulher que movia bruscamente os braços. Envolvia os anos com passos, tremores picométricos.
Andava. Parecia algo mordaz sem a sincera descrição final. Era algo mágico a ser revelado em um ato praticamente imperceptível. O perceptível reside no imperceptível, pois quanto mais me camuflo, mais vivo. Canes aplaudiria incessantemente a descoberta loquaz do incansável espetáculo.
Mas por que as palavras se confundiam tanto? Seria alguém mais a falar ou estaria a mulher em constantes devaneios do acaso. Sentaria, se possível, mas as passadas se tornaram intensas, e ela, rápida, sorria – bela expressão de seu rosto. As suas engrenagens de carne, assim ela diria, seriam reflexos de atos ilusórios.
Não! Parou por um instante. Teria terminado o que talvez nunca tivesse começado? Ou estaria a brincar com passadas desatentas. Parara. Nada restara do que fora outrora. Por quê? Mas ela havia levantado-se há pouco ,e seus passos rápidos se confundiram com os tremores do nada. A explicação está no fato de não ser explicada, pois o que se entende permanece sem resposta.
__ Ei..! - diria um desatento.
__ Oi!
Parara outra vez. Mas como? Ela ainda não voltara a se mover. Parou.
__Ei...!
Nada mais restara. Ela apenas caminhava, e eu já sabia que nada ocorrera ao acaso.
__Oi.
Texto escrito no dia 13/09/2008 durante a aula de Tércia Montenegro
B.C
Amiga, não sabia da existência desse texto!! Que intenso!! Lembrei do que vc fez p/ a autora em plena palestra de vestibular..Talento essa minha amiga!! Ah, e é tdo verdade sobre o qe disse da profª Tércia...Ela é fantástica! =P Bjuuuus!!
ResponderExcluirSem o esmagamento das entrelinhas!
ResponderExcluirbelo texto...li e reli!
Beeeeeijo!